Por Flávio Felix e Daniele Gonçalves

Sabemos que em virtude da pandemia que vivemos no Brasil desde 2020 as atividades coletivas foram suspensas e dentre elas a escola. Parte das escolas, no entanto, ofereceu formas alternativas de manter aulas (on-line por meio de vídeo aulas e plataformas de reuniões de grupo) com objetivo de não perder o ano letivo e atrasar a criança. Mas por que será que esse modelo gerou tantas dificuldades dentre várias famílias?

Para falarmos do assunto, vale a pena entendermos sobre a aquisição dos saberes. Aprendemos por meio de experiências ativas, e isso inclui principalmente as crianças e adolescentes. Não é simplesmente instruir e dizer o que se deve fazer, mas incentivá-lo a participar desse processo. A construção do conhecimento se dá por meio do raciocínio, que constrói o sentido a partir de tal informação que será processada. Então, o saber se dá por um processo e não por um produto.

Alguns teóricos como Jean Piaget, Lev Vigotsky e Bruner trazem explicações sobre o processo de desenvolvimento e amadurecimento do pensamento da criança inicialmente por estágios e através da experiência e com a evolução entre os teóricos, constroem a compreensão do papel da atividade social, que permite estimular a pessoa a participar do processo.

Pensando nisso, podemos afirmar que apesar do nosso modelo educacional necessitar de vários ajustes, ainda assim cumpre parte desse papel somente por ser feito no coletivo e provavelmente esse estímulo fez falta no processo de aquisição do conhecimento e podemos nos arriscar a concluir que essa é a busca que tem gerado tanta ansiedade dentre crianças, adolescentes e familiares.

Fonte: O livro da Psicologia, Globo Livros, 2012.

 

 

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