A neuropsicologia é a área que estuda as relações entre o sistema nervoso central, o funcionamento cognitivo e o comportamento. Para investigar tal relação, utiliza-se, no contexto clínico, a avaliação neuropsicológica, cujos objetivos são: investigar a natureza e o grau de alterações cognitivas e comportamentais; monitorar a evolução de quadros neurológicos e psiquiátricos, bem como tratamentos medicamentosos e cirúrgicos e planejar e monitorar programas de reabilitação para as alterações encontradas.  Nesse sentido, a avaliação neuropsicológica se divide em três partes, que são:

1) Entrevista clínica: na qual o profissional obtém informações sobre o quadro atual, alterações cognitivas e comportamentais e o impacto destas nas atividades de vida diária do indivíduo. Também, antecedentes pessoais e familiares são importantes;

2) Aplicação de instrumentos: nessa etapa são utilizadas escalas e testes padronizados a fim de estabelecer o perfil neuropsicológico do avaliando;

3) Laudo e devolutiva: a partir da história e observação clínica, somado as informações quantitativas mostradas pelos testes, constrói-se o raciocínio clínico a respeito da conclusão diagnóstica. A partir dos achados será possível, então, estabelecer a orientação, tratamento e/ou planejamento da reabilitação cognitiva.

Embora a neuropsicologia tenha sido reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia como especialidade, ela é uma área da neurociências, multidisciplinar e tem interface e complementariedade com campos como a neurologia, psiquiatria, geriatria, fonoaudiologia e pedagogia.

 

Fonte: Miotto, E.C. et al. Neuropsicologia Clínica. Rio de Janeiro: Roca, 2017.

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