Grande parte das pessoas já se sentiram deprimidas em algum período da vida. Esse estado de humor mais rebaixado é uma condição comum e presente em nosso cotidiano e não necessariamente precisa de uma intervenção psicoterápica ou psiquiátrica. No entanto, infelizmente em alguns casos não é apenas uma questão pontual e de curto período, mas sim uma patologia altamente debilitante para a pessoa e os que convivem com ela.
A depressão está dentro do grupo de Transtornos de Humor. Eles são caracterizados por manifestações afetivas inadequadas em intensidade, frequência e duração. Podem ser recorrentes e incapacitantes, gerando prejuízos à vida da pessoa.
Dentre os sintomas, podemos destacar: sentimentos de tristeza, angústia e desesperança, baixa autoestima, incapacidade de sentir prazer, ideias de culpa, ruína e desvalia, visões pessimistas do futuro e pensamentos recorrentes sobre morte. Alterações de sono, de apetite e de função sexual também fazem parte da sintomatologia desse transtorno.
As causas da depressão são consideradas multifatoriais por advirem de uma complexa interação entre fatores genéticos, ambientais e de desenvolvimento.
O tratamento contempla a psicoterapia e em alguns casos o uso de antidepressivos (indicados por médicos psiquiatras). Na terapia o foco inicial é na redução de sintomas, retomada e\ou construção de um novo repertório de atividades de interesse. Na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental, buscamos identificar os pensamentos inflexíveis e distorcidos, trabalhar a ativação de comportamentos mais adaptativos e ampliar a capacidade de resolução de problemas do indivíduo.
Fonte: Livro Neurobiologia dos Transtornos Mentais, de Marcus L. Breandão e Frederico G. Graef. Editora Atheneu. São Paulo, 2014.
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