Por Flávio Felix e Daniele Gonçalves
As crenças são cognições que se configuram como regras de vida e são mantidas para dar “sentido” às experiências. Elas organizam a nossa forma de ver o mundo e definem a interpretação dos acontecimentos na nossa vida.
Se desenvolvem desde a infância e estão relacionadas ao que a pessoa acredita e pensa sobre si mesma, os outros e o mundo que a circunda. Normalmente são inquestionáveis e podem ser consideradas como irracionais (distorcidas) ou racionais (preferência saudável).
As crenças irracionais possuem as seguintes características:
- demandantes, rígidas, absolutas e inflexíveis
- são conclusões que não estão derivadas da lógica
- não estão baseadas na realidade ou incluem uma visão distorcida dela
- interferem nos objetivos pessoais e levam a resultados indesejados
- geram emoções não saudáveis
Essa forma de interpretar os eventos desencadeia expectativas que não são realistas e prejudica a organização do indivíduo em termos emocionais e o relacionamento com o outro e com o mundo.
Já as crenças racionais incluem um modo de funcionamento considerado mais saudável e possui as seguintes características:
- são flexíveis
- seguem a lógica em suas premissas
- são consistentes com a realidade
- ajudam a conseguir os objetivos pessoais e resultados desejados
- geram emoções saudáveis e auxiliam o indivíduo a lidar e enfrentar os eventos adversos
Tendo em vista essas características, pode-se concluir que quanto maior o número, a frequência e a manutenção das crenças irracionais, maior serão os prejuízos no funcionamento e nas relações do indivíduo.
Para transformar as crenças irracionais em racionais, é necessário manter um debate cognitivo baseado em evidências e fatos da realidade. Essa nova forma de atribuição vai trazer mudanças no funcionamento e nas relações interpessoais.
Fonte: Apostila do curso de certificação em terapia racional emotiva comportamental – Primary Practicum in REBT\CBT, 2018, São Paulo – SP.
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