Você já ouviu falar em ruminação? Se não ouviu, provavelmente já experimentou.
É um processo natural, todos ruminamos quando o humor está deprimido e em algumas patologias, como na depressão, ela pode acarretar um grande sofrimento psíquico.
O processo de ruminação ocorre através de pensamentos negativos que se apresentam de forma persistente. Eles são marcados por serem inflexíveis e por girar em torno de um tema comum. Surgem independente de circunstâncias ambientais e não são direcionados a um objetivo ou à resolução de problemas, sendo assim demasiadamente improdutivos.
Alguns exemplos: “Por que sempre erro?”; “Por que sempre reajo assim?”; “Por que não lido bem com tal situação?”.
As consequências desse processo a médio e longo prazo são as seguintes: diminuição da capacidade de resolução de problemas, rebaixamento da motivação, diminuição da concentração e da capacidade de raciocínio, inibição comportamental, aumento de conflitos e isolamento. Essas consequências geram um impacto importante no estado emocional do indivíduo o que pode desenvolver ou agravar quadros de depressão.
Como podemos tratar? Tendo em vista o possível quadro de depressão que leva à manifestação do processo ruminativo, o foco na psicoterapia será a flexibilização dos pensamentos negativos e consequentemente das crenças em torno desses pensamentos. Como processo final, teremos o aumento da habilidade de resolução de problemas e a construção de novos pensamentos e crenças, o que resultará ao indivíduo, um aumento na percepção de sua autoeficácia e melhor relacionamento no seu ambiente de convívio.
Fonte: A contribuição do autocriticismo e da ruminação para o afeto negativo, de Vânia Amaral, Paula Castilho e José P. Gouveia. Revista Psychologia (52-II), páginas 271-292, Imprensa da Universidade de Coimbra, Portugal, 2010.
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